Olá, você tem dor lombar? Veja o que o Colégio Americano de Médicos e as últimas pesquisas indicam você fazer!


O Colégio Americano de Médicos (American College of Physicians – ACP) publicou em 2017 uma atualização das Diretrizes de Prática Clínica para o tratamento de pessoas com dor lombar.1

Esse é um assunto fundamental para os sistemas de saúde de todo o mundo – a dor lombar é a maior causa de disfunção e de afastamento de atividades diárias/ocupacionais, sugerindo-se que até 80% das pessoas terão dor lombar ao menos uma vez durante sua vida. O uso excessivo de recursos desnecessários na avaliação e no tratamento da maioria dos casos de dor lombar, como exames de imagem, medicamentos opióides e cirurgias continua sendo um problema generalizado.2-4

Após a análise dos dados obtidos, o Colégio Americano de Médicos indica aos clínicos três importantes questões:

1.  Boa parte dos pacientes com dor lombar aguda ou subaguda pode melhorar mesmo sem tratamento com o passar do tempo. Dentre os tratamentos que demonstram efetividade, indica-se calor local, massagem, acupuntura e técnicas de manipulação da coluna. Manter-se ativo, dentro das possibilidades, é a recomendação a todos os casos. O tratamento medicamentoso não é obrigatório e, caso seja indicado, deve se basear em anti-inflamatórios não esteroides ou relaxantes musculares inicialmente, considerando o paciente, suas experiências e situação clínica;

2.  Nos casos de dor lombar crônica, o tratamento deve também ser não-medicamentoso, baseado em exercícios, acupuntura, meditação atenção plena/mindfulness, manipulação da coluna, relaxamento progressivo, biofeedback, laser de baixa intensidade e terapia cognitivo-comportamental. Esses tratamentos são os de primeira opção, pois apresentam menos efeitos colaterais, principalmente quando oferecidos por clínicos experientes;

3.  Na dor lombar crônica, caso os tratamentos de primeira escolha não apresentem bom resultado, sugere-se primeiramente a utilização de anti-inflamatórios não-esteroides e, secundariamente, o uso de tramadol ou duloxetina. Opióides devem ser prescritos após informar os possíveis riscos aos pacientes e seus efeitos terapêuticos verdadeiros.

 Converse com seu fisioterapeuta sobre as possibilidades terapêuticas e lembre: tratamentos simples e não-medicamentosos são os de primeira escolha e os recomendados para o manejo da dor lombar, em todas as suas fases.

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Referências:

1. Qaseem A et al. Noninvasive Treatments for Acute, Subacute, and Chronic Low Back Pain: A Clinical Practice Guideline From the American College of Physicians. Ann Intern Med. 2017 Feb 14. [Epub ahead of print].

2. Global Burden of Disease Study 2013 Collaborators. Global, regional, and national incidence, prevalence, and years lived with disability for 301 acute and chronic diseases and injuries in 188 countries, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2013. Lancet. 2015 Aug 22;386(9995):743-800.

3. Maher C. Non-specific low back pain. Lancet. 2017 Feb 18;389(10070):736-747.

4. Wong JJ et al. Clinical practice guidelines for the noninvasive management of low back pain: A systematic review by the Ontario Protocol for Traffic Injury Management (OPTIMa) Collaboration. Eur J Pain. 2017 Feb;21(2):201-216.

Dr. Diego Diehl – Fisioterapia • Acupuntura • Quiropraxia
Fisioterapeuta, CREFITO-5: 74.834-F
Porto Alegre – RS